A raça de Homens de Prata

2ª – Raça de Prata

Era de Prata dos Homens

Era de Prata dos Homens

Então uma segunda raça bem inferior criaram, argêntea, os que detêm olímpica morada; à áurea, nem por talhe nem por espírito, semelhante; mas por cem anos filho junto à mãe cuidadosa crescia, menino grande, em sua casa brincando, e quando cresciam e atingiam o limiar da adolescência pouco tempo viviam padecendo horríveis dores por insensatez; pois louco Excesso não podiam conter em si, nem aos imortais queriam servir nem sacrificar aos venturosos em sagradas aras, lei entre os homens segundo o costume. Então Zeus encolerizado os escondeu porque honra não davam aos ditosos deuses que o Olimpo detêm. Depois também esta raça sob a terra ele ocultou e são chamados hipotônicos, venturosos pelos mortais, segundos, mas ainda assim honra os acompanha.

Foram mais uma vez, os deuses os criadores da raça de prata, que é também um metal precioso, mas inferior ao ouro.

Os homens da idade de prata mantêm-se afastados tanto na guerra, quanto dos labores campestres.

Os “reis” da raça de prata se negam a oferecer sacrifícios aos deuses e a reconhecer a soberania de Zeus.

Exterminados por Zeus, os homens da raça de prata, recebem, no entanto, após o castigo, honras menores é verdade, mas análogas às tributadas aos homens da Era de Ouro: tornam-se intermediários entre os deuses e os homens, mas agindo de baixo para cima, na outra vida.

Além do mais, os mortais da raça argêntea apresentam fortes analogias com os Titãs: o mesmo caráter, a mesma função, o mesmo destino.

Orgulhosos e prepotentes, mutilam a seu pai Urano e disputamcom Zeus o poder sobre o universo.

Os Titãs têm por vocação, o poder.

Face a Zeus, todavia, que representa para Hesíodo a soberania da ordem, aqueles simbolizam o mando e a arrogância da desordem.

De um lado, portanto, estão Zeus e os homens da Era de Ouro, projeções do rei justo; de outro, os Titãs e os homens da Era de prata, símbolos de seu contrário.

Na realidade, o que se encontra no relato das duas primeiras eras é a estrutura mesma dos mitos hesiódicos da soberania.

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Cosmogonia: A criação do Universo (por Hesíodo)

o Caos

o Caos

A cosmogonia grega, segundo Hesíodo, desenvolve-se, ciclicamente, de baixo para cima, das trevas para a luz.

Primeiro era o Caos (vazio primordial, vale profundo, espaço incomensurável), matéria eterna, informe, rudimentar, mas dotada de energia prolífica).

Depois surgiu a Terra (Gaia) – como eterna moradia para os deuses no Olimpo e no Tártaro (habitação profunda) e, simultaneamente, Eros (o Amor – a força do desejo).

Gaia (ou Géia) - a Terra

Gaia (ou Géia) - a Terra

Nyx - anoite

Hemera

Do Caos rebentam a Noite (Nyx) e Erebos (a escuridão profunda).

A Noite dá à luz, fecundada por Erebos, ao Dia (Hemera) e o Éter.

A Terra (Gaia) dá à luz ao Céu (Urano), Montes e Pontos (mares).

Figura11

Com ele, ela cria os Titãs (Oceano, Ceos, Crio, Hiperión, Jápeto e Cronos) e as Titãnidas (Téia, Réia, Mnemósina, Febe e Tétis); entretanto Urano não lhes permitia sair do seio da Terra.

ciclope

ciclope

Hecatônquiros

Hecatônquiros

Após os Titãs e Titânidas, Urano e Gaia geraram os Ciclopes (que tinham um só olho no meio da testa) e os Hecatônquiros (Monstros de cem braços e de  cinquenta cabeças).

Os deuses criam, um após o outro, 5 “raças de homens.

O Olimpo

Figura11Na mitologia grega, o Monte Olimpo é a morada dos Doze Deuses do Olimpo, os principais deuses do panteão grego. Os gregos o pensavam, como uma mansão de cristais, onde os deuses habitavam.

Sabe-se, também, que, quando Gaia deu origem aos Titãs, eles fizeram das montanhas gregas, inclusive do Monte Olimpo, seus tronos, pois eram tão grandes que mal cabiam na crosta terrestre.

O Monte Olimpo é a mais alta montanha da Grécia, com 2.919 metros de altura, uma das mais altas montanhas da Europa, em altitude absoluta da base até o topo.

No Olimpo, os deuses passavam o tempo em maravilhosos palácios, eternamente em festa.

Comiam a ambrósia e bebiam o néctar, alimentos exclusivamente divinos, ao som da lira de Apolo e do canto e dança das Musas.

Zeus era o chefe absoluto de todos.

A esplendorosa corte dos deuses ficava no alto dos picos do Olimpo, um monte majestoso como uma fortaleza. 

Os palácios eram de puro ouro, imponentes, radiantes e luminosos como os próprios deuses.

moirasLogo na entrada, ficavam as 3 lindas Horas.  Tinham o encargo de afastar as nuvens, para que o céu brilhasse sempre.  O sol iluminava os palácios com sua luz puríssima e nenhuma luz jamais lhe fazia sombra.  Quando os deuses saíam, as Horas escondiam os palácios com um véu de nuvens, mas, assim que eles voltavam, as 3 afugentavam as nuvens para que tudo voltasse ao brilho anterior.

Na morada dos deuses, jamais chovia nem soprava vento.  O clima era perfeito: nem frio nem quente demais.  Os deuses desfrutavam da alegria da eterna juventude porque jamais envelheciam. 

 

 

 

ThreeGracesJamesPradierAs graciosas Graças e as Musas os alegravam com suas danças e canções.  Dando-se as mãos, elas dançavam e cantavam tão harmoniosamente, que os deuses entravam em transe, fascinados pela beleza do espetáculo.  

Também vivia no Olimpo, uma generosa deusa que distribuía apenas boas coisas entre os homens.  Era a deusa da felicidade e das riquezas, a Fortuna.  Seu instrumento mágico era a cornucópia.  Passeando pelo mundo, a Fortuna ia despejando sobre os homens, os ricos benefícios que saíam da cornucópia.  Essa deusa andava sempre com os olhos vendados para poder despejar os benefícios ao acaso.  Às vezes, eles favoreciam um homem justo: de outra, favoreciam o injusto.  Certas ocasiões, quem os colhia era o trabalhador; de outras, o preguiçoso era quem tirava proveito. 

Quem conseguisse cruzar os caminhos da deusa, podia considerar-se uma pessoa de sorte, pois a Fortuna fatalmente lhe despejaria os mil benefícios que saíam de sua cornucópia.