Ariadne

Ariadne

O amor, porém, torna todo impossível possível!

Ariadne, a mais bela das filhas de Minos, se apaixonara pelo herói ateniense.

o fio de Ariadne

Para que pudesse, uma vez no intricado covil do Minotauro, encontrar o caminho de volta, dera-lhe um novelo de fios, que ele ia desenrolando, à medida que penetrava no Labirinto.

Conta uma variante que o presente salvador da pincesa minóica fora não um novelo, mas uma coroa luminosa, que Dionisio lhe oferecera. Talvez a junção fio e coroa luminosa, “fio condutor de luz”, seja realmente o farol ideal para espantar as trevas inferiores!

Ariadne condicionou seu auxílio a Teseu: livre do Labirinto, ele a desposaria e levaria para Atenas.

Derrotado e morto o Minotauro, o herói escapou das trevas com todos os companheiros e, após inutilizar os navios cretenses, para dificultar qualquer perseguição, velejou de retorno à Grécia, levando consigo Ariadne.

O navio fez escala na ilha de Naxos.

Na manhã seguinte, Ariadne, quando acordou, estava só. Longe, no horizonte, o navio de velas pretas desaparecia: Teseu a havia abandonado.

Uns afirmam que Teseu foi forçado a deixá-la em  Naxos, porque Dionisio (Baco) a teria raptado durante a noite; e, após desposá-la, a teria levado para o Olimpo. Como presente de núpcias, o deus lhe teria dado um diadema de ouro, cinzelado por Hefesto. Tal diadema foi, mais tarde, transformado em constelação. Com Dionisio, Ariadne teria tido quatro filhos: Toas, Estáfilo, Enópion e Pepareto.

De Naxos, Teseu navegou para a Ilha de Delos, onde fez escala, a fim de consagrar num templo uma estátua de Afrodite, com que Ariadne o havia presenteado. Ali ele e seus companheiros executaram uma dança circular de evoluções complicadas, representando as sinuosidades do Labirinto. Tal rito subsistiu na ilha de Apolo por muito tempo, ao menos até a época clássica.

Triste com a perda de Ariadne, ou castigado por havê-la abandonado, ao aproximar-se das costas da Ática o herói se esqueceu de trocas as velas negras do seu navio, sinal de luto, pelas brancas, sinal de vitória.

Egeu, que ansiosamente aguardava na praia a chegada do barco, ao ver as velas negras, julgou que o filho houvesse perecido em Creta e lançou-se nas ondas do mar, que recebeu seu nome: “Mar Egeu”.

Ariadne e Dionísio - Ticiano

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O Minotauro

Com a morte de Androgeu, filho de Pasífae e Minos, rei de Creta, morte essa atribuída indiretamente a Egeu, que, invejoso das vitórias do herói cretense nos Jogos que mandara celebrar em Atenas – eclodiu uma guerra sangrenta entre Creta e Atenas.

Minos, com poderosa esquadra, após apossar-se de Mégara, marchou contra a cidade de Palas Atena. Como a guerra se prolongasse, e uma peste (a pedido de Minos a Zeus) assolasse Atenas, o rei de Creta concordou em retirar-se, desde que, anualmente, lhe fossem enviados sete moços e sete moças, que seriam lançados no Labirinto, para servirem de pasto ao Minotauro.

Teseu se prontificou a seguir para Creta com as outras treze vítimas, porque, sendo já a terceira vez que se ia pagar o tributo ao rei cretense, os atenienses começavam a irritar-se contra Egeu.

Relata-se ainda que Minos escolhia pessoalmente os quatorze jovens e dentre eles o futuro rei de Atenas, afirmando que, uma vez lançados no Labirinto, se conseguissem matar o Minotauro, poderiam regressar livremente à sua pátria.

O herói da Ática partiu com um basco da ilha de Salamina, uma vez que Menestres, neto de Ciro, rei desta ilha, contava-se entre os jovens exigidos por Minos. Entre eles estava também Eribéia, filha de Alcátoo, rei de Mégara.

À partida, Egeu entregou ao filho dois jogos de vela para o navio, um preto, outro branco, recomendando-lhe que, se porventura regressasse vitorioso, içasse as velas brancas; se o navio voltasse com as pretas, era sinal de que todos haviam perecido.

Teseu decide, pois combater o Minotauro, isto é, resolve opor-se à dominação exercida por Minos sobre os atenienses, abolindo a imposição tirânica.

Uma vez em Creta, Teseu e os treze jovens foram, de imediato, encerrados no Labirinto, uma complicada edificação construída por Dédalo, com tantas voltas e ziguezagues, corredores e caminhos retorcidos, que, quem ali penetrasse, jamais encontraria a saída.

O touro de Minos

GeorgeF.Watts-MinotaurosMinos, rei de Creta, prometera sacrificar a Poseidom, tudo quanto de especial saísse do mar.

O deus fez surgir das espumas um touro maravilhoso.

Encantado com a beleza do animal, o rei mandou levá-lo para junto de seu rebanho e sacrificou a Poseidom um outro.

Irritado, o deus enfureceu o touro, que saiu pela ilha, fazendo terríveis devastações.

Foi este animal feroz, que lançava chamas pelas narinas, que Euristeu ordenou a Hércules de trazer vivo para Micenas.

Não podendo contar com o auxílio de Minos, que se recusou a ajudá-lo, o herói, segurando o monstro pelos chifres, conseguiu dominá-lo e, sobre o dorso do mesmo, regressou à Hélade.

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Euristeu o ofertou à deusa Hera, mas esta, nada querendo que proviesse de Hércules, o soltou.

O animal percorreu a Argólida, atravessou o Istmo de Corinto e ganhou a Ática, refugiando-se em Maratona, onde Teseu, mais tarde, o capturou e sacrificou a Apolo.